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HÚBRIS

Um tema tabu inegavelmente pouco encarado na história é o do declínio.

O historiador inglês Toynbee o abordou e lançou as bases, que eu saiba ainda firmes, para a análise comparada das civilizações e seus respectivos colapsos.


Contrariar as capacidades é uma ação que na natureza se torna óbvia para qualquer observador. O curto circuito, o estouro de um balão, uma sacola rasgada refletem a incapacidade física de certas estruturas frente a certos desafios.


A incapacidade existe, traz consequências em certas condições de exposição e não se limita aos fenômenos físicos.


Toynbee tocou a ferida.


Uma representação da húbris pode ser vista na pintura de Hans Sebald Beham sobre o impossível em 1595. A preocupação do pintor com a húbris é refletida na mensagem escrita em alemão arcaico Niment under stesich groser Ding, die im zu thun unmuglich sindt (“nunca se proponha fazer aquilo que lhe seja impossível conseguir”).


O CÍNICO E O IMPERADOR

Alexandre a Diógenes: o que posso fazer por você?
Diógenes a Alexandre: Não me faças sombra.
Alexandre aos oficiais zombadores: Se eu não fosse Alexandre, queria ser Diógenes.

Diógenes originou o cinismo. 

Cínico, do grego Kynikos-Kynon, cão. 

Defendia que o ser humano deveria estudar o cachorro para assim viver sem constrangimento, ansiedade ou hipocrisia. Vivia como mendigo, procurando com uma lamparina um homem honesto.

Sócrates educou Antístenes; Antístenes educou Diógenes.

Sócrates educou Platão. Platão educou Aristóteles. Aristóteles educou Alexandre.